HISTORIAL

Foi em 1989, que um grupo de cidadãos de uma pequena localidade, talvez até a mais pequena, do concelho de Almeida – Peva, se uniu por uma causa comum – a solidariedade, tal como foi entendida “ dar, sem disso se esperar qualquer beneficio, a não ser o consolo de ser útil”. Já lá vão todos estes anos, se muito se fez, muito ainda há para fazer. O problemas da altura são os de hoje. Talvez por isso mesmo, pela pequenez da localidade, cerca de 30 famílias na altura, e porque os problemas eram repartidos e vividos por toda a comunidade, também a resposta e solução, haveria de nascer no seio da mesma comunidade. Assim nasce a Associação dos Amigos de Peva, que se assume como a voz daqueles que debilitados socialmente, se viam na condição de isolamento, especialmente os idosos, sem suporte familiar, por terem demandado outras paragens à procura de melhores vidas. Realidade extensiva, de forma galopante, a outras localidades deste interior, que o tornam humanamente desertificado. Foi esta tomada de consciência ao tempo, que fez com que a problemática, encontrasse a solução logo na génese, dada a falta das politicas sociais das instituições publicas. Dos lucros dos bailes, realizados para custear as obras (os materiais, já que a mão de obra era da população) para a recuperação de um espaço para albergar uma pequena cozinha, que confeccionava alimentação para 10 idosos necessitados e os alunos da escola primária, enquanto os pais trabalhavam os campos, até ao alargamento do serviço de apoio domiciliário a cerca de meia centena de idosos, das doze localidades vizinhas, até ao lançamento da 1ª pedra, do que viria a ser, do denominado “Centro de Apoio ao Idoso –CAI” em 1999, passou uma década. A segunda década, é marcada pela obra de construção do CAI, culminando com a sua ampliação, passados que foram cinco anos após a sua inauguração. O investimento inicial (1ª Fase) rondou os 150 000 contos (750 000€), tendo tido um apoio dos estado (PIDDAC) de 52 000 contos (260 000€), cerca de 30% do valor do investimento, facto que obrigou a instituição a recorrer à banca. Com a entrada em funcionamento deste equipamento social, deu-se resposta a 25 utentes na valência de Lar, 15 em Centro de Dia e 47 em Apoio Domiciliário. Mas, as solicitações não se fizeram esperar, de tal forma que foi dada prioridade à ampliação da valência de Lar, cujas obras foram adjudicadas por cerca de um milhão de euros, não sendo contempladas com financiamento publico. Com esta ampliação, aumentando-se a capacidade de alojamento para os cerca de 80 utentes, alem de espaços para fisioterapia e actividades ocupacionais, passando para cerca de 35, os postos de trabalho criados. Paralelamente à actividade social, ao longo deste tempo, foram desenvolvidas actividades de índole cultural, centradas desde 2000, altura em que foi inaugurado, no Museu Rural, afirmando-se actualmente, como o fiel depositário da “alma deste povo”, expressa no vasto espólio, que se encontra à sua guarda, e à disposição do visitante.
Para trás, ficam anos de dificuldades e até desespero, dada a impotência sentida em determinada altura, face aos problemas, e à falta de apoios das entidades publicas. Para o futuro, e porque a época de crise foi aproveitada para repensar e redimensionar a instituição, fica o desafio de consolidação das finanças, e a implementação de acções culturais e de desenvolvimento local, que passarão por actividades apoiadas no Museu Rural, desde jornadas culturais e de gastronomia local, à criação de um centro de interpretação do Mundo Rural, assente numa estruturas de recriação desse mesmo “Mundo”, a que chamaremos “Quinta Pedagógica”.

OS NOSSOS PRESIDENTES

Manuel Monteiro Escaleira
Mandato: 1989 – 1990

Manuel António Matias
Mandato: 1991 – 2000

José Monteiro Escaleira
Mandato: 2001 – 2019

SOBRE NÓS

Conscientes das transformações inerentes ao processo de envelhecimento, nomeadamente no que respeita às condições físicas, cognitivas e sensoriais, procuramos garantir uma solução institucional de elevada qualidade.
Potenciar a integração social do idoso, mobilizando condições que lhe permitam uma crescente autonomia e independência nas atividades de vida diária, na capacidade de escolha, valorizando a pessoa mais velha, como veículo de aprendizagem e conhecimento da nossa história, das nossas tradições, da nossa identidade, é o que a Instituição se propõe concretizar.

A AAP tem como missão promover o bem-estar, o conforto e o lazer do idoso, a fim de retardar o natural processo do envelhecimento.
A AAP tem a visão de ser uma instituição de referencia no apoio à terceira idade, desenvolvendo serviços de qualidade, de encontro às necessidades e exigências da comunidade em geral e dos seus clientes em particular.

Os valores pelos quais a instituição se rege são:

  • Solidariedade;
  • Dignidade humana;
  • Responsabilidade;
  • Honestidade;
  • Respeito e Confiança;
  • Profissionalismo.